
"arrancarei meu coração para fora do meu peito com toda a força que eu tiver quando estiver já quebrado, apodrecendo no chão gelada da minha insanidade, assim nunca mais o amarei".
(...) Ele também era feito de ossos, mas eram muito frágeis que ele dizia que eram de palitos, um fantoche do amor. Seus palitinhos um dia foram se quebrando, queria ele correr até seu amor, longe, longe... Mas ele partiu com seu destino em mente e com todas as falas postas em sua boca para confessar sua paixão imaginando como seu amor reagiria, como seria o olhar e como estaria o tempo. Ele era fraco logo suas pernas se quebraram, já não podia mais andar, logo não havia mais o que comer e nem lagrimas caiam mais. Seu coração ainda formigava e sua mente não deixara de pensar em sua paixão. Logo mais o menino se deu conta que os dias que passou ali sem poder andar, comer ou falar, nunca iam acabar se seu coração continuasse amando, pois era o que o deixava vivo, o que o fazia brilhar e ser especial. Ele amava com pureza e lealdade. Tivera a idéia de arrancar seu coração, ainda tinha um braço do qual usou para cortar seu peito e de lá arrancar seu coração. Teve uma surpresa quando tocou os dedos ensopados de sangue em seu coração, foi quando começou a puxar pra fora arrebentando as veias fechando seus olhos e deixando de sentir qualquer coisa e antes de dar o seu último suspiro viu que nada fazia sentido naquela hora que seu coração fora arrancado. Ele nunca quis amar e nunca soube como era não amar. Nunca entendeu o que era o amor, mas entendeu que sem amor não há o que viver. Em seu último suspiro desejou nunca ter arrancado seu coração.







