Amar, é algo que tal garoto apaixonado queria não ter em sua natureza. Talvez um coração de pedra viesse a cair melhor em seu peito magrelo. Mas quanto mais o menino desejava não amar, mais amava. Puramente e unicamente ele amava; seu primeiro amor que fez durar até seu último suspiro, até o dia em que o ar não alcançou mais seus pequenos pulmões e o sangue não circulasse mais em volta de seu coração. Prometeu e fizera seu cúmplice para que prometesse que jamais de seus lábios tal segredo seria pronunciado. “Do que adianta amar, a quem todo o amor secava, se é proibido dizer”. Pensara ele um dia que poderia sobreviver sem um coração, ele arrancaria o seu, pois o coração era o maior problema. Queria ele um dia que seu coração dormisse para que não sentisse tanto amor, amor que vira a dor, pois cadê seu amor? Um dia ele batia em seu peito com lagrimas em seus olhos, batia e batia em seu peito, quisera apenas atordoar aquele coração flamejante. E hora de dormir, agora o coração o deixara pra viver em paz, mas sua mente não quisera nem por um pesadelo com monstros, deixar de sonhar com sua paixão. O impossível vem de longe, vem da dor e esperança já o possível vem de onde tudo é fácil, simples e cômodo! O que é fácil de conseguir não vem acompanhado da vitoria e logo se esquece que foi conquistado. O impossível o faz sonhar, lutar por, crescer e ver que é apenas sonhos, o impossível são sonhos que nunca se realizarão. O menino sabia que o seu impossível nunca se tornaria possível, mas ele ficava feliz só de imaginar como tudo seria diferente se com ele seu amor estivera, passava horas sonhando e imaginando, criando historias em sua mente, imaginando como seria o beijo, como seria o gosto de seus lábios, como iriam trocar olhares e como seria o toque das mãos. Ele apenas se segurava em toda a esperança que o dava força para ficar em pé. “Feito de esperança, amor e sangue.” (...)

"arrancarei meu coração para fora do meu peito com toda a força que eu tiver quando estiver já quebrado, apodrecendo no chão gelada da minha insanidade, assim nunca mais o amarei".
(...) Ele também era feito de ossos, mas eram muito frágeis que ele dizia que eram de palitos, um fantoche do amor. Seus palitinhos um dia foram se quebrando, queria ele correr até seu amor, longe, longe... Mas ele partiu com seu destino em mente e com todas as falas postas em sua boca para confessar sua paixão imaginando como seu amor reagiria, como seria o olhar e como estaria o tempo. Ele era fraco logo suas pernas se quebraram, já não podia mais andar, logo não havia mais o que comer e nem lagrimas caiam mais. Seu coração ainda formigava e sua mente não deixara de pensar em sua paixão. Logo mais o menino se deu conta que os dias que passou ali sem poder andar, comer ou falar, nunca iam acabar se seu coração continuasse amando, pois era o que o deixava vivo, o que o fazia brilhar e ser especial. Ele amava com pureza e lealdade. Tivera a idéia de arrancar seu coração, ainda tinha um braço do qual usou para cortar seu peito e de lá arrancar seu coração. Teve uma surpresa quando tocou os dedos ensopados de sangue em seu coração, foi quando começou a puxar pra fora arrebentando as veias fechando seus olhos e deixando de sentir qualquer coisa e antes de dar o seu último suspiro viu que nada fazia sentido naquela hora que seu coração fora arrancado. Ele nunca quis amar e nunca soube como era não amar. Nunca entendeu o que era o amor, mas entendeu que sem amor não há o que viver. Em seu último suspiro desejou nunca ter arrancado seu coração.
2 comentários:
Que perfeito.
O amor é incrível. Às vezes dói, dói muito. Mas então, que se deixe doer. Porque antes sentir dor, que não sentir nada, não é mesmo?!
Muito significativo seu texto, adorei!
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